Caro leitor, aqui não encontrará letrados, textos engraçados e nem nada que possa ser processado, mas se em algum momento concordar comigo é sinal que não estou completamente retardado.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Ano novo, homem velho
O ano começou e ainda não tinha escrito nada aqui porque estava esperando o ano de fato começar em mim também e com ele a vontade de compartilhar algo. E veio.
Os últimos dias vieram com tudo. Apesar de estarmos em 26 de Janeiro passei a ter a sensação de que já estávamos em agosto.
A virada do ano por exemplo, foi muito legal e curioso. Ver o ano virar de fora é muito louco... ou melhor, vendo, analisando tudo de fora.
Apesar de ter passado na Praia de Copacabana me senti como se estivesse de fora de toda aquela fuzaca, meio que sobrevoando. Talvez porque estivesse me sentindo assim. Alias, ainda me sinto assim em relação a muita coisa.
Será a idade?
Será a tal maturidade que todos falam que chegaria com o passar dos anos?
Não sei, só sei que é diferente.
Tenho me sentindo assim em relação a tudo. No trabalho. Com os amigos. Com os possíveis amores. Com os desamores e até com o sexo. E é legal.
Uma vez minha mãe me disse que determinadas coisas na vida com o passar do tempo iriam perdendo a graça, ela só esqueceu de me dizer que junto com a graça perderíamos também a paciência. Então resumindo, me vejo em boa parte das situações muito mais pensativo e em outras muito mais impaciente. É como uma espécie de jogo, lembra o STOP? Aquele que você faz com os amigos e o primeiro que fecha todos os itens grita e vence... Lembra?!
Então:
Trabalhos legais -> Participo
Pessoas legais -> Fico junto
Sexo bom -> Repito
Sexo bom / papo ruim -> Evito
Amigos chatos -> Evito
Pessoas problema -> Evito
Um, dois,três “Evitos”---------- STOP GANHEI!!!
Basicamente assim. Simples. Dia após dia.
Se é ruim? Não não, como havia adiantado é legal... Estou concluindo que ficar velho pode ser bom.
Só espero que não se junte a essas mudanças psíquicas as mudanças físicas também tipo: Flatulências
Falta de pau durência e refluxos noturnos (até mesmo porque esse último já tenho).
A única coisa que ainda não descobri se é bom ou ruim é o irresistível impulso de excesso de sinceridade.
Ah!!! esse bendito impulso que parece ser maravilhoso mas, que na verdade pode ser muito ruim. Bom, mas isso é tema para um outro post.
Beijo grande e bom sabadão para vocês.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O ano está acabando... e foi bom, foi muito bom. Muito aprendizado, muito sentimento, muito o que lembrar pro resto da vida. E por isso dessa vez vou ficar só no "sentir" ao invés de escrever demais mas, para não paracer egoista vou dividir uma mensagem enviada para uma pessoa querida hoje.
"Como estou no dia de hoje?
"Como estou no dia de hoje?
Pensativo...
Muito e gosto disso mas, ao mesmo tempo louco que chegue logo o "novo". O
ano novo, os dias novos, a rotina nova e quem sabe o amor novo kkkk
Mas seja o que for que vier em 2013, vou estar de coração aberto e pronto para tentar ou testa tudo o que o Universo me trouxer. "
E é assim que deixo vocês em 2012. Com muitos votos de tudo "novo" de novo.
Um grande beijo no coração de todos.
Feliz Ano Novo
E é assim que deixo vocês em 2012. Com muitos votos de tudo "novo" de novo.
Um grande beijo no coração de todos.
Feliz Ano Novo
terça-feira, 20 de novembro de 2012
“Sessão da Tarde” mas no Cinema
Quando leio um livro, um bom livro e vejo ele virar roteiro de cinema fico sempre apreensivo.
Quase sempre saio da exibição sentido que a montagem não foi fiel, me arrependendo de ter ido assistir mas, continuo voltando a cada nova estréia.
Hoje fiz o inverso, por diversas vezes ouvir falar de um livro, de uma história de jovens americanos e suas descobertas mas, como sou do “contra” e nunca leio livros da “moda” resisti ler "As Vantagens de Ser Invisível" sucesso nos anos noventa. Quando lançado (o filme) li muita coisa boa a respeito e mais uma vez fiquei muito curioso, só que dessa vez seria diferente. E foi.
Charlie (Logan Lerman) é irrestivelmente apaixonante, Patrick (Ezra Miller) é indiscutivelmente perfeito e Sam (Emma Watson) é brilhante. Poucas vezes vi jovens atores serem tão precisos em suas atuações. A história é só mais uma entre tantas vestidas de dilemas e conflitos adolescentes todavia, assim como grandes arranjos musicais valorizam simples melodias de canções popularescas, esses jovens e talentosos atores fizeram dessa montagem uma das melhores que já assisti até hoje.
Poderia ter sido só mais uma tarde no cinema mas, não foi. Me emocionei, rir e chorei pra caralho para variar mas, sai com grandes lições e com o coração cheio.
O fato é que posso até não ter captado todas as lições com tudo, uma me marcou:
O fato é que posso até não ter captado todas as lições com tudo, uma me marcou:
"Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos".
E não é que é verdade?
Uma boa noite a todos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Porque o mundo é clichê
Não importa o quanto você saiba ou tenha. Não importa o que você queira ou consiga, estará sempre voltando ao mesmo ponto.
Noite dessas tomando um breja sozinho em um boteco e observando as pessoas e seus diálogos alcoolizados, ouvi uma garota sintetizar todo o desabafo da amiga numa só frase:
“Ai como você é clichê”!
E ai pensei:
Mas quem não é?!
Somos vestidos de clichês, respiramos clichês e se observarmos bem os melhores amores e experiências da vida vieram de ações ou decisões clichês. Portanto, aperte o "Foda-se" e comece sua semana “clichê” sendo repetitivamente “clichê”.
Noite dessas tomando um breja sozinho em um boteco e observando as pessoas e seus diálogos alcoolizados, ouvi uma garota sintetizar todo o desabafo da amiga numa só frase:
“Ai como você é clichê”!
E ai pensei:
Mas quem não é?!
Somos vestidos de clichês, respiramos clichês e se observarmos bem os melhores amores e experiências da vida vieram de ações ou decisões clichês. Portanto, aperte o "Foda-se" e comece sua semana “clichê” sendo repetitivamente “clichê”.
Boa semana a todos!
domingo, 14 de outubro de 2012
Uma carta ao desamor
Sentimentolândia, primeiro de Abril de qualquer ano que seja.
E eu errei. Errei quando olhei, quando me aproximei, quando escutei.
Me enganei quando achei que encontrei. Quando achei que reparei. Quando achei que destoei.
Na verdade o que aconteceu é que eu não percebi. Não percebi a presença do medo, a ausência da coragem e a falta concreta da vontade.
Eu entendi tudo errado. Entendi errado seus olhares, seus beijos e os mais sinceros lapsos de amor.
Na verdade o que aconteceu é que eu confundi. Confundi teus mais empolgados planos, teus constantes relatos de “quando”, seguidos dos mais carinhosos gestos.
Eu senti quando teve medo, quando se afastou em segredo e profetizou seus mais novos desejos. E te respeito.
Só te peço que da próxima vez que for irrigar seu coração, escute com calma a emoção. Por que o verdadeiro amor surge dos mais elevados níveis da paixão e quando confundidos podem mutilar a emoção.
Com carinho,
Marrentão.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Porque Xico Sá sim... é fodão!
Folha de São Paulo, 08 de Outubro de 2012.
De 89 missivas e mensagens recebidas nos últimos dias por Miss Corações Solitários -a conselheira sentimental deste blog-, 50 tratavam de desilusões amorosas. De machos & fêmeas que dizem categoricamente: não quero mais amar a ninguém.
Pensando nestas almas aflitas, nesta primaveril segunda, rasbiquei esta breve e rasteira filosofia de consolação:
Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.
Como se o amor fosse uma bodega de lucros, fiado só amanhã, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?
Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.
Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos.
Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.
Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais.
São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente.
Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores. Não adianta chamar o garçom do amor e passa a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) –como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo.
O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.
Já pensou quantos amores possíveis, como diria o Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada?
E quem disse que amor é para dar obrigatoriamente certo?
Amor é uma viagem. De ácido.
Amar é… dar ou levar pé-na-bunda.
Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.
E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.
Sim, o amor acaba, se não entenderam ainda… corram a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos:
"em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."
Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que de tão intenso e quente logo derrete.
Foi bonito.
Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.
Obrigado Julia Drezza
De 89 missivas e mensagens recebidas nos últimos dias por Miss Corações Solitários -a conselheira sentimental deste blog-, 50 tratavam de desilusões amorosas. De machos & fêmeas que dizem categoricamente: não quero mais amar a ninguém.
Pensando nestas almas aflitas, nesta primaveril segunda, rasbiquei esta breve e rasteira filosofia de consolação:
Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.
Como se o amor fosse uma bodega de lucros, fiado só amanhã, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?
Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.
Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos.
Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.
Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais.
São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente.
Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores. Não adianta chamar o garçom do amor e passa a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) –como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo.
O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.
Já pensou quantos amores possíveis, como diria o Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada?
E quem disse que amor é para dar obrigatoriamente certo?
Amor é uma viagem. De ácido.
Amar é… dar ou levar pé-na-bunda.
Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.
E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.
Sim, o amor acaba, se não entenderam ainda… corram a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos:
"em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."
Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que de tão intenso e quente logo derrete.
Foi bonito.
Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.
Obrigado Julia Drezza
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Adivinha o que ela vai ser quando crescer?
Traumatizada, lôca terapêutica depois de tanto bullyning.
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